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Friday, September 2, 2011

Bom dia!



Serve este post para re-iniciar o contacto com este blog, que deixei de lado devido a outras solicitações, nomeadamente o meu facebook profissional.

Sejam bem vindos leitores!

Até breve com mais tópicos da 2ª Opinião em Nutrição!

Madalena Muñoz

Tuesday, July 21, 2009

Fruta Cortada ao Meio nos Supermercados e Perda de Vitaminas

A fruta fresca idealmente deve ser consumida pouco tempo depois de ser lavada e cortada para uma maior preservação dos nutrientes. Consideramos uma PRÁTICA DESACONSELHADA CORTAR A FRUTA NO PONTO DE VENDA, como estão cada vez mais à vista nos supermercados. Imaginamos que haja questões práticas e económicas relacionadas (metade duma melancia ou meloa pode dar mais jeito para quem viva sozinho, ou quem não consiga acartar com tanto peso...) mas então que se encontrem alternativas melhores. Entretanto estas são algumas das nossas preocupações:

1º não sabemos o tempo a que esta fruta fica sujeita à exposição do AR antes de ser envolvida em película aderente; o oxigénio degrada as vitaminas da fruta.

2º não sabemos o tempo a que esta fruta fica sujeita também à exposição da LUZ; a luz degrada certas vitaminas.

o acto de cortar a fruta causa PERDAS de VITAMINA C, porque conjuntamente com o OXIGÉNIO, activa fortemente uma enzima que catalisa (impulsiona) a formação duma forma inactiva (inútil) da VITAMINA C.

[A vitamina C (ácido ascórbico) é necessária para a formação do colagénio, norepinefrina e carnitina. É um factor importante no metabolismo do colesterol e um potente antioxidante, e estudos sobre o seu papel na prevenção da saúde cardiovascular, cancro e cataratas continuam a ser efectuados.
Esta vitamina oxida com muita facilidade: a luz, o oxigénio, o calor, entre outras situações. E visto ser uma vitamina hidrossolúvel, perde-se na água da cozedura. ]


Nota: Se comermos fruta com menos/muito menos teor vitamínico estaremos num mau caminho de manutenção da nossa saúde. E visto que o consumo regular de legumes e verduras frescas infelizmente escasseia ainda mais do que o da fruta (segundo a minha intuição de nutricionista, Madalena Muñoz, não tenho aqui dados para esta afirmação), receio que não haja uma compensação nutricional por esta via. Acrescento que os suplementos alimentares não são sistema para compensar carências vitamínicas durante uma vida inteira. "Uma coisa são as vitaminas da coisa, outra coisa é a coisa..."

FORTE SUGESTÃO:

COMPRAR FRUTA INTEIRA e comê-la a poucos minutos de a arranjar.

Sunday, June 28, 2009

Afinal é gordo ou não é gordo?

Sobre o post: "Haverá Omega 3 no Atum ao Natural? (post modificad...":


uma leitora e colega nutricionista (que eu não sei quem é) escreveu-me o seguinte:

"Dr.ª Madalena,
Gostaria apenas de acrescentar que, apesar de se dizer sempre que o atum é um peixe gordo, e eu como nutricionista também o digo, ao analisar a tabela de composição de alimentos do INSA, chego à conclusão que afinal não é tão gordo como um salmão, sarda, cavala e até mesmo de uma dourada!

Os valores de lípidos por 100g são:
Salmão - 21,9g
Sarda - 11,7g
Sardinha - de 9 a 16,4g
Cavala - 13,4g
Dourada 9,8g
Atum 4,9g

Será mesmo o atum um peixe gordo?"

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A MINHA RESPOSTA:

"De facto isto por vezes pode-se tornar um pouco opaco... com a agravante de eu não confiar totalmente na tabela do INSA para a análise de alguns alimentos (já viu a quantidade de peixes com basicamente 0 gordura lá indicados? E a Dourada com tanta gordura? Isso é uma novidade e um alarmar, para mim! E já viu a abóbora com apenas 9 kcal/100g? Terá perto de 3/4x isso.)

Penso que poderiamos dizer que o atum fresco é meio gordo, mas sendo que tradicionalmente o comemos conservado em azeite/óleo, tem sido encarado como um peixe gordo; de facto em azeite e escorrido tem cerca de 8-10g de lípidos/100 g.

Quanto ao salmão, estou habituada a trabalhar com valores de 12g lípidos para 100 g, http://www.nutritiondata.com/facts/finfish-and-shellfish-products/4258/2, por isso está a ver a (disparidade e) ingratidão dos números... e por isso eu evito cálculos muito detalhados no meu dia a dia com os pacientes."

Por isso a resposta é: depende, da confecção e da tabela de valores nutricionais...

Thursday, May 21, 2009

"Serviço de Saúde" RTP1: A brincar a brincar... mas sem piada alguma




(Email enviado, sem resposta até hoje, à RTP)


No programa da Maria Elisa desta semana (RTP 1), sobre doenças coronárias, às tantas o director clínico do Hospital da Luz, o Dr. Roquette, falava sobre o sal dos alimentos e especificamente do pão:

"oiça, se vamos por aí [diminuir o sal do pão] qualquer dia... enfim, a vida fica uma chatice! A vida tem de ter alguns atractivos, alguns riscos!" [pois já tinha que se retirar o fumo, etc., etc.], ao que a apresentadora solta uma gargalhada (resposta improvável?), e pergunta novamente sobre o sal no pão/alimentos (não fosse o Dr. Roquette estar a brincar e mudar de opinião?) e pergunta se ele não comia pão... Ele continua na sua linha de pensamento [claramente minimizando o tema] e depois diz "eu não como pão, não gosto de pão [também não fuma], eu como torradas." (!!!)

E assim estamos em termos de nutrição: um médico "poderoso" (sem ironia) a falar basicamente do que desconhece (o impacto da alimentação na saúde), sem haver um nutricionista ou dietista no programa que elucide! (Ou isso ou estamos muito mal, pois minimizar o sal dos alimentos desta maneira penso só pode ser por ignorância, e não por "interesse".)

O pão é de facto um elemento chave na nossa alimentação DIÁRIA e sabe-se que tem elevados níveis de sódio, por vezes chegando a ser intragável (falo por mim), já para não falar das sopas, etc. etc. Fico triste de ouvir pessoas influentes na área da saúde a terem esta postura descontraída e brincalhona para com a alimentação... É revelador do quão pouco acreditam na nutrição e da sua falta de conhecimentos em nutrição. (Nota: não ouvi o programa todo mas esta parte apanhei; apanhei também a afirmar que uma alimentação saudável é "muito mais cara" [que a fast food]; de resto a Maria Elisa teve dificuldade em obter deste médico uma mensagem útil/pedagógica para os telespectadores, sobre alimentação, chegando a dizer que a postura dele era conforme os seus gostos...)

Também penso ser uma falha recorrente da parte da produção colocarem médicos a falar de nutrição quando os nutricionistas e dietistas são quem tem "autoridade" (leia-se, conhecimento) para o fazer com rigor (salvo raras excepções onde outros profissionais de saúde estudaram e sabem de nutrição, de facto.)

Como mensagem de prevenção primária penso que andámos para trás com esta intervenção.
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=24440&e_id=&c_id=1&dif=tv

Deixo a minha opinião.

Melhores cumprimentos,

Madalena Muñoz
Nutricionista
http://www.madalenamunoz.com/